Porra, eu to com o peito apertado pra caralho. Não sei nem explicar o que é isso que eu to sentindo. Não, eu não posso estar apaixonada de novo. Será que eu estou? Será que sou tão besta assim? Não, uma noite não pode mudar o rumo da minha vida, não assim tão drasticamente, ou será que pode?
Tenho medo do que está por vir, tudo está fora do meu controle nesse momento. Eu não sei o que está acontecendo. Não sei o que se passa na cabeça do outro e nem sequer sei o que se passa dentro da minha própria cabeça. E o meu coração nem se fala. Tá se debatendo apertada aqui dentro de novo...
Aquela velha sensação de borboletas no estômago. Aquela velha sensação de que eu tenho que ir até o fim e ver aonde isso vai dar, mas a questão é: Eu quero mesmo saber aonde isso vai dar? E se der tudo errado de novo? E se não for como eu espero que seja?
Poxa vida. Eu não posso uma só vez ter a certeza de que tudo vai dar certo nessa merda de vida que eu levo. Tô precisando de um porto seguro, de um refúgio, de alguém pra mim. Meu peito tá clamando por isso, por alguém que o acolha. Mas não pode ser qualquer alguém, tem que ser aquele alguém que eu escolhi. Eu exijo muito da vida, não?
Acho que no final, exijo muito até de mim mesma. E por isso eu fico sem saber o que fazer. Deixo apenas as palavras escorrerem pelos meus dedos, como se isso me pudesse me libertar um pouco da tortura de ser quem eu sou, e de viver a vida que eu vivo. Escrever é libertador. Expurga da alma e do coração aquilo que a boca normalmente não tem coragem de falar. O que eu escrevo é quem eu realmente sou.
Se alguém julga me conhecer pelo que eu faço e pelas minhas ações, essa pessoa só me conhece parcialmente. Porque a minha essência verdadeira só pode ser compreendida por intermédio das palavras que eu tão humildimente escrevo. Essa sim, sou eu por inteira.
Às vezes da vontade de fugir sabe? De jogar tudo pro ar e passar a eternidade escrevendo. Mas eu não deixo ninguém ler as coisas que eu escrevo, assim eu me tornaria uma excêntrica esquisita que vive trancafiada em seu ap escrevendo pra isso e vivendo de amor. Acho que essa não é a melhor opção de vida.
Mas eu não tenho coragem de fazer isso. Tenho coragem no máximo de mudar de idéia e de rumo e acabar vendendo a minha desgraça num livro. Porque vocês sabem, desgraça vende; é bom curtir a desgraça alheia e ver que não é só você que sofre nesse mundão de Meu Deus.
Enquanto nada de novo e mais emocionante acontece. Eu espero. Porque agora, a minha nova faceta é aprender a ter paciência. Afinal, "não há nada a ser esperado, nem desesperado".
Beijos sinceros da menina perdida.
Um comentário:
De repente voltas a postar. Encha menos essa sua cabeça de preocupações, não fique com medo de errar. :)
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