terça-feira, 11 de maio de 2010

Promova o desapego!



Como não deixar alguém ir? Não existe essa história, todo mundo é livre para fazer o que bem entender, mesmo que isso afete e machuque a outras pessoas. Mesmo que isso implique na solidão de alguém.
As pessoas são egoístas, de vez em quando, ou em minha opinião, de vez em sempre. Porque para mim, até nas atitudes mais altruístas da humanidade, tem um pouco de egoísmo. Ninguém faz nada nunca que não esteja pensando primeiramente em si.
Até eu, que me acho uma pessoa relativamente preocupada com os outros admito ter uma parcela exponencialmente egoísta que não liga para ninguém além de mim mesma e meus belos olhos azuis, de vez em quando.
Acho que essa parcela fala comigo em momentos como os em que eu arrumo desculpas para o fim do meu namoro, para a briga com os meus pais, para a minha não aprovação no vestibular, e para tantas outras coisas na minha vida que inevitavelmente deram errado.
Ela fala comigo no sentido de colocar a culpa sempre no outro. Claro! Eu errada? Como? Eu estraguei o relacionamento perfeito? Eu falei de forma errada? Eu não estudei direito? Eu estraguei tudo? Dificilmente isso aconteceu, certo?
Não, errado! Erradíssimo por sinal. Não estou aqui me colocando como culpada por todas as situações que usei como exemplo acima. Mas, para todas elas, eu tenho certeza que tive a minha parcela de responsabilidade.
Uns podem dizer, ‘mas teu ex era um canalha’, e para esse eu digo. Canalha é quem pensa assim dele ou de qualquer outro que tenha namorado comigo. Só eu sei, ao certo, as coisas boas e ruins de cada pessoa que já passou pela minha vida. Não só como namorados.
E eu digo, fiz as escolhas corretas nas horas em que tive que fazer. Não me arrependo de nenhuma delas. Cada um que passa pela minha vida, passa de forma especial e única, e como diz a frase “leva um pouco de mim e deixa um pouco de si”.
Enquanto aos meus pais, bom, quase que cem por cento de culpa minha. Digo quase porque pais, apesar de serem pais, são imperfeitos. E de vez em quando, MUITO DE VEZ EM QUANDO, cometem uns errinhos aqui e outros errinhos ali.
De resto, bom. Culpa minha. E eu estou sendo, bom, não egoísta agora a ponto de assumir, mas não creio que esse momento de lucidez vá durar muito tempo. Se as relações da minha vida não duram mais, devem ser por culpa minha, em partes, por culpa dos outros em partes também. Mas aí eu pergunto, e daí?
É sério, tanto faz. Ficar procurando culpas para frustrações de todos os dias só vai fazer com que eu, ou qualquer um que tente, leve uma vida de loucura e paranóia, constante. E quem quer isso para si ou para os seus?
A frase de lei, então, é PROMOVA O DESAPEGO.
Desapega do que ou de quem te faz mal
Desapega de quem não te quer
Desapega de quem te quer, mas não te dá o devido valor
Desapega das mágoas do passado
Desapega das coisas materiais
Desapega de tudo aquilo que te puxa para baixo, que te remete a coisas negativas, que te coloca como menos diante dos outros... Enfim,
Desapega, desapega, larga de mão.
Nada que te prenda, te mantenha alienado de alguma forma, pode fazer bem. Tenta viver mais leve, toma um ar de vez em quando. Faz o que der vontade, mas não esquece disso, DESAPEGA.

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