Refleti essa tarde sobre mim. Depois de mais uma atitude idiota, impensada e impulsiva vi, mais uma vez, a grande idiota que sou. Ou melhor, que fui. Hoje, agora, nesse minuto e para os próximos, eu vou mudar.
Eu te amo, te amo sim, não vou deixar de te amar. Só que agora vou me amar um pouco mais, vou m enxergar um pouco mais, vou me querer um pouco mais. Acho que tu queres que eu queira isso. Não importa!
O que interessa agora é como eu me sinto, e dizer que estou bem, ainda não é verdade, mas eu já estive pior. Pra ser sincera, alterno, no decorrer do dia. Como uma montanha russa sem fim.
Mas eu sou Fênix, renasço das minhas próprias cinzas, mais linda e mais forte do que antes. Reconstruo-me e me fortaleço assim, a cada queda, a cada decepção, a cada desgosto. A vida não é um mar de rosas, e se fosse, seria chata.
Ainda assim, prefiro ser poetisa, morrer de tanto sentir (a não sentir nada, como uns e outros por aí). Se eu sinto, quero que o mundo sinta comigo e saiba com perfeição e exatidão de detalhes o que estou sentido.
Assim, o mundo vê que vou as cinzas e delas retorno, como que num passe de mágica. E é assim mesmo, na mágica de ser quem sou. Implicante, astuta, sagaz, irônica, sarcástica, doce e meiga, atraente, assustadora.
Engraçada, palhaça, feliz. Às vezes triste, meio mal humorada, sorridente, com tiradas sempre e pra tudo. Cativante a ponto de cativar “incativáveis”. Com o dom da escrita e da oralidade, de tal forma, que nem estátua deixa de se curvar, se eu quiser.
Um pouco prepotente? Talvez. Mas acima de tudo, conhecedora de mim. Cada qualidade, cada defeito, mapeado, gravado e guardado. Para ser aparado ou aperfeiçoado. Quando eu sou boa, eu sou boa, mas quando eu sou péssima, eu sou ótima. Um fato que eu não posso negar.
Não é que não dê, meu caro, é que não dá. Descobri, analisando a mim mesma, que eu preciso me amar antes, pra você me amar depois. Vou me encontrar e quem sabe você não me encontra de novo, ou alguém não encontra, não é mesmo?
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