quarta-feira, 13 de abril de 2011

O Primogênito

Hoje me disseram que deixei de lado o meu filho mais velho - e por filho mais velho entendam que é esse blog -. E eu parei pra refletir um minuto a respeito disso e entendi que talvez essa pessoa esteja dolorosamente correta. No entanto, o que eu abondonei (ou pelo menos tento abandonar todo santo dia) não foi essa blog. E sim aquela menininha insegura, iludida e constantemente apaixonada ou sofrendo por amor que vivia escrevendo aqui. Ou mesmo daquela outra que tinha tanto a dizer sobre tanta coisa que acabou dando pauta pra cinco blogs diferentes, falando de coisas nem um pouco afins. O que eu tentei foi encontrar alguma coisa no meio dessa minha confusão e ao primeiro sinal de segurança, atraquei-me, com unhas, dentes, garras, sonhos...
Escrevo em outro blog. Um outro que talvez me dê a falsa sensação de mulher-madura-e-bem sucedida que eu sempre quis ser. Mas isso não quer dizer que eu deixei o meu primogênito, aquele que descobriu o meu gênio, o meu alter ego, de lado. Ainda leio constantemente o que um dia escrevi aqui e ainda me emociono com as coisas que vivi e que tão singelamente - ou nem tão singelamente - retratei aqui, para alguns poucos e caridosos olhos que tem a paciência de ler meus aforismos vida a fora.
Vivo agora aquela sensação do depois de mim, algo que é e ao mesmo tempo não é ainda assim, mesmo a minha revelia faz parte do todo que sou eu. Se você se perdeu na sentença anterior, você entende que eu mesmo não entendo o que se passa por aqui. A felicidade parece que não fez parte dessa fase da minha vida, e a felicidade que eu sinto - quase nunca transcrita por mim - parece ferir a memória de toda a dor que esse blog comportou. Esse meu filho tem o coração cansado dos sofrimentos que nem dele são, são meus, todinhos meus. Ainda assim, eu cuido, e cuido e cuido porque isso aqui, por mais que eu tente, não pode morrer. Por que por mais que eu negue, essa parte de mim não vai morrer.

Segue aqui as desculpas de uma mãe desnaturada que não quis abandonar o seu filho. E sim a si própria.

Saudosas lembranças da menina perdida

domingo, 12 de setembro de 2010

Um grande amigo meu (esteio/eixo/base/chão/etudodaminhavida), ontem disse que eu não escrevo mais sobre amor. E que ele esperava ansiosamente pelo dia que eu voltaria a falar sobre ele. Segundo esse mesmo amigo, eu consigo falar as coisas sempre de forma diferente e ainda assim estar falando sobre o mesmo tema. E é sempre amor.
Só que ultimamente, confesso, estou meio desacreditada das minhas próprias palavras e não sei mais se as minhas crenças são as mesmas de outrora. A vida pegra peças na gente, não sei se como um teste pra ver quem acredita mesmo, ou quem só acredita enquanto está tudo dando certo.
Eu levei coice do amor a vida inteira e por várias vezes já pensei que ele não é pro meu bico, mas em todas as vezes eu me levantei desse coice, mais digna do que nunca, debochei de quem me fez cair e continei acreditando que tudo daria certo no final. E eu não sei ao certo porque dessa vez as coisas não estão sendo assim.
Em tese, eu deveria levantar-me mais uma vez, dizer pro amor que eu não vou desistir, dizer pra quem me magoou que idiota é ele quem me largou e dizer pra vida que eu estou aqui, linda leve e solta esperando pela próxima. Porque eu já notei que a próxima é inevitável pra mim.
Só que por alguma razão - e eu não sei qual - eu não consegui fazer isso; pelo menos ainda não. Depois de seis tentativas frustradas de se encontrar um príncipe encantado, depois de seis quedas e coices, depois de seis sapos, depois de seis decepções, eu não sei se ainda me restam forças pra acreditar que as coisas ainda podem ser arrumar.
Isso não quer dizer que eu não acredite no amor. Eu acredito porque eu vejo o amor por aí, na vida dos outros, na história deles. E até na minha própria. Um abraço amigo, uma mensagem pra alegrar o dia, um "bomdia/tarde/noite" feliz, um reencontro, um cuidado, respeito, lealdade, fidelidade e todas as pequenas - ou mesmo grandes - coisas que temos no dia-a-dia são provas de amor, que se somadas formam um grande amor. Um amor maior que tudo.
Só que esse amor é muito diferente do amor que todo mundo procura, porque esse amor é aquele que na maioria dos casos a gente tem de graça, sem precisar pedir (apesar de que amor não se pede, de forma nenhuma, e nenhuma espécie dele). Mas é que essas demonstrações não são apreciadas por nós - humanos falhos e imbecis.
Queremos um amor maior que tudo, temperado com desejo, paixão, amor de homem/mulher e não esse amor fraterno. Claro e óbvio que ninguém pode ou mesmo consegue viver sem o amor fraterno, mas não é esse o que se procura em cada canto da vida. Como tudo o que é fácil, o amor fraterno é esquecido e subjudado de suas funções.
E eu resolvi mudar o ângulo pelo qual enxergo as coisas. Ultimamente tenho dado muito mais valor nesse amor, no fraterno, no que nunca me abandonou, no que sempre esteve presente ao meu lado. Em cada queda, em cada coice, em cada decepção. Estou focada no amor que me tirou da minha depressão, da minha tristeza e que me mostrou que no final das contas ainda há motivos pra sorrir. Hoje em dia dou muito mais valor em um grande amigo do que em uma grande paixão.
Porque eu sei que paixão passa, acaba e no final das contas o que fica é o amor que a gente constrói com o tempo. E que paixão, nem sempre e na maioria dos casos, não vira amor. E isso dói, dói muito, dói de uma dor que eu não sei se ainda estou disposta a sentir na vida. Apesar de ser muito nova pra estar desistindo das coisas, eu acho que passo pra uma próxima oportunidade chorar por alguém que nem sequer se dá ao trabalho de se preocupar comigo.
Talvez eu esteja mais dura com a vida, com os outros - e com as suas frescuras - com o cotidiano, com aquelas coisas bestas que antigamente eu costumava dar grande valor. Mas é que depois que a gente sofre, e depois que parece que a gente sente toda a dor do mundo todo e depois que essa dor é tão grande que parece que serve de anestésico pra si prórpia, as coisas parecem muito pequenas, irrelevantes e insignificantes.
E o amor, esse tolinho lindo, continua ali, lindo e loiro a espera da gente em qualquer esquina da nossa vida. E eu sei que eu posso estar ressabiada e até me precavendo mais contra ele... Mas eu sei que mais cedo ou mais tarde, ele vai me pegar de jeito, me jogar na parede e fazer o que ele faz de melhor, foder com a minha vida. Ou talvez não né? Talvez a próxima vez seja A vez em que tudo vai dar certo.
E talvez eu não tenha mudado tanto de pensamento quanto eu achei ter mudado. Isso quem vai me dizer é o meu grande amor, o meu único amor, aquele que nem sempre volta - porque ele simplesmente nunca vai - assim que ler esse texto. Só você pra me fazer escrever sobre amor de novo.
Porque é por você o amor mais verdadeiro que eu sinto. O amor que nunca vai acabar. Obrigada por existir.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Desabafo.

Porra, eu to com o peito apertado pra caralho. Não sei nem explicar o que é isso que eu to sentindo. Não, eu não posso estar apaixonada de novo. Será que eu estou? Será que sou tão besta assim? Não, uma noite não pode mudar o rumo da minha vida, não assim tão drasticamente, ou será que pode?
Tenho medo do que está por vir, tudo está fora do meu controle nesse momento. Eu não sei o que está acontecendo. Não sei o que se passa na cabeça do outro e nem sequer sei o que se passa dentro da minha própria cabeça. E o meu coração nem se fala. Tá se debatendo apertada aqui dentro de novo...
Aquela velha sensação de borboletas no estômago. Aquela velha sensação de que eu tenho que ir até o fim e ver aonde isso vai dar, mas a questão é: Eu quero mesmo saber aonde isso vai dar? E se der tudo errado de novo? E se não for como eu espero que seja?
Poxa vida. Eu não posso uma só vez ter a certeza de que tudo vai dar certo nessa merda de vida que eu levo. Tô precisando de um porto seguro, de um refúgio, de alguém pra mim. Meu peito tá clamando por isso, por alguém que o acolha. Mas não pode ser qualquer alguém, tem que ser aquele alguém que eu escolhi. Eu exijo muito da vida, não?
Acho que no final, exijo muito até de mim mesma. E por isso eu fico sem saber o que fazer. Deixo apenas as palavras escorrerem pelos meus dedos, como se isso me pudesse me libertar um pouco da tortura de ser quem eu sou, e de viver a vida que eu vivo. Escrever é libertador. Expurga da alma e do coração aquilo que a boca normalmente não tem coragem de falar. O que eu escrevo é quem eu realmente sou.
Se alguém julga me conhecer pelo que eu faço e pelas minhas ações, essa pessoa só me conhece parcialmente. Porque a minha essência verdadeira só pode ser compreendida por intermédio das palavras que eu tão humildimente escrevo. Essa sim, sou eu por inteira.
Às vezes da vontade de fugir sabe? De jogar tudo pro ar e passar a eternidade escrevendo. Mas eu não deixo ninguém ler as coisas que eu escrevo, assim eu me tornaria uma excêntrica esquisita que vive trancafiada em seu ap escrevendo pra isso e vivendo de amor. Acho que essa não é a melhor opção de vida.
Mas eu não tenho coragem de fazer isso. Tenho coragem no máximo de mudar de idéia e de rumo e acabar vendendo a minha desgraça num livro. Porque vocês sabem, desgraça vende; é bom curtir a desgraça alheia e ver que não é só você que sofre nesse mundão de Meu Deus.
Enquanto nada de novo e mais emocionante acontece. Eu espero. Porque agora, a minha nova faceta é aprender a ter paciência. Afinal, "não há nada a ser esperado, nem desesperado".

Beijos sinceros da menina perdida.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Ode aos bons.

Sabe aqueles dias que a pessoa tá afim de encher a cara. É beber e ficar doidona, não lembrar nada no dia seguinte. Pois é. To num desses. Tudo porque eu acredito no amor. Não estou justificando nada. Só estou dizendo que quero ficar altamente alterada porque acredito no amor, mas acho que ele não acredita em mim e sofro com isso.
É sério, eu penso assim, eu amo tanto e tenho tanto amor pra dar, porque diabos nunca tem ninguém pra retribuir todo esse amor? Estou cansada de ouvir que ainda não está na hora, ou que a culpa é do meu ‘dedo podre’. Estou cansada de ser responsabilizada pela falta de amor dos outros. E estou cansada também de ser amada por quem eu não amo.
Nota pra essas pessoas, eu sofro por causa de vocês. Sofro mais do que deveria sabiam? Sofro porque eu sei mais do que vocês sequer podem imaginar o que é amar muito e ser alijada do seu próprio sentimento. Por mais que vocês julguem me amar, eu juro, não chega nem perto de tudo o que eu já amei e tudo o que já sofri.
E como se não fosse o suficiente sofrer pela falta de amor alheia, ainda tenho que sofrer pelo excesso de amor de vocês. Odeio não corresponder ao amor de alguém. Odeio porque odeio não ter o meu amor correspondido. Puta merda que grande confusão!
Às vezes eu queria levar um murro. É, um murro, bem no meio da minha cara. Mas um que me deixasse toda ensangüentada e com as feições toscas e deformadas, porque assim eu ia sentir uma dor de verdade e quem sabe ia largar de ser essa babaca que acorda de vez em quando querendo ficar altamente bêbada porque acredita que o amor existe.
Eu queria também me perdoar. Me perdoar por acreditar e não me culpar de ter a minha própria utopia, a minha ilusão ou o nome que queiram dar a essa merda de chama que vive no meu coração e que NUNCA se apaga. NUNCA mesmo.
Ah, e se desse eu queria parar de acordar de madrugada com esse aperto no peito e chorar até o dia amanhecer e nem sequer saber explicar porque eu choro, e porque eu sinto e porque dói tanto. Eu só queria parar de me culpar por não sentir nada.
Além do que eu gostaria de mandar tomar no cú todos esses rapazes que pensam que são os donos do mundo e que podem enganar e maltratar as mulheres que passam pela vida deles. E não só eles, o meu mais sincero “vá se foder” a todas as mulheres que querem tanto se igualar aos homens que acabam virando piranhas de marca maior.
Graças a promiscuidade de vocês que banalizam o amor e que fazem tudo acabar em um sexo sujo no banheiro do barzinho que pessoas como eu sofrem em busca de alguém decente que lhe queira e que lhe ame. Obrigada, por vocês ajudarem a proliferar a falta de amor.
Não só de amor ao próximo, mas de amor próprio. Porque sinceramente, meus caros, dar e comer todo mundo, é vazio de mente e alma e não faz de você uma pessoa boa. Só um medíocre, sem princípios e que, em minha humilde opinião, não apanhou dos seus pais quando deveria.
Como estou cansada de que encham a minha santa paciência. Quero pegar meu porre e ir dormir. Nem preciso de companhia. Nada além de um José Cuervo, uma Absolut ou uma Ypióca mesmo. Não estou exigindo muito. E nem quero pensar na ressaca, moral e física do dia seguinte.
Odeio o mundo e tenho raiva de mim por tanto o amor. Tornar-me-ei ébria e esquecerei de meus problemas. Adeus.



Ps: esse é o meu post de número 99, estou emocionada.

domingo, 11 de julho de 2010

Salve o Polvo!

Não podemos negar a grandiosa demonstração de sabedoria em advinhações do tão querido molusco nessa copa do mundo. Infelizmente, nem sempre dando boas novas ao Brasil... O polvo não errou uma. Viva o Polvo!
Acho que cada uma de nós, mulheres, deviamos ter um 'polvo' interno que funcionasse como um radar para situações de risco, mas que aparentemente são inofensivas. Colocavamos a foto dos pretendentes, ao invés, de bandeiras de países e viamos pra onde o povo ia. No meu caso, o Polvo ia sair correndo, mas tudo bem.. Pra alguma mulher o Polvo seria útil nesse sentido.
O Polvo seria o salvador dos relacionamentos frustrados, casos errados, affairs estranhos e tudo o mais que cercam o universo feminino da paquera. Hahaha. Seria engraçado: "Não, não posso ficar com você porque o meu Polvo de estimação advinho não acha uma boa". Duvido que alguém duvide da sabedoria desse Polvo! Eu não arriscaria.
Enfim, meninas, espero que cada uma vez vocês encontrem os seus respectivos "Polvos", os meus atendem por certas inciais (como D, F, L, B, R²..). Não são advinhos e nem sempre acertam, mas fazemo o melhor pra mim.


E pra encerrar, Salve o Polvo, Paul! (:
Xoxo :*

quinta-feira, 8 de julho de 2010

De lua

Descobri por meus cálculos matemáticos puramente empíricos que desteto mudanças constantes e aleatórias de humor e detesto mais ainda os ditos 'de lua'. Pelo simples fato de em um momento tudo está bem e em outro momento você está sendo tratada feito sei lá o que sem nem sequer saber a razão.
Para os que julgam que isso é normal, perdoem, mas não é não. Ninguém pode simplesmente tratar o outro 'mal' e depois vir pedir desculpas e tratar como se nada tivesse acontecido, sem ao menos dar um explicação ao ocorrido. Eu, pelo menos, não engulo esse papo.
Já pensou se fosse assim? É só sair dando patada em todo mundo e no dia seguinte pedir desculpas (sem explicações plausíveis) e tá tudo lindo de novo. Ah vá! Tenha santa paciência, mas tenha você, porque euzinha, não tenho paciência nem pra mim mesma.
Eu sei que por melhor que qualquer pessoa seja, ela ocasionalmente vai te magoar e desapontar, mas pera lá né. Não precisa ser assim. Ah, e que fique claro, que isso aqui não pede uma réplica. É só um ponto de vista, e meu querido e amado blog serve pra isso. Pra que eu escreva em "terreno neutro" o que eu penso.
Então é isso, vou indo.
E novidades, criarei um novo blog, mas não, nem todos saberão o endereço. Tenho que preservar aquele anonimato ;)

Xoxo :*

domingo, 4 de julho de 2010

Se eu pudesse...

Se eu pudesse eu falava menos e mais baixo também. Para deixar sempre no ar um ‘que’ de dúvida e fazer com que (os de meu interesse, claro) se aproximasse para ouvir as minhas doces e fracas palavras.
Se eu pudesse eu seria menos. Menos cara, menos sangue, menos coração, menos corpo, menos desejo, menos tudo. Eu seria na medida, nem tanto e nem tão pouco assim. Eu seria assim na medida do interessante.
Se eu pudesse eu largaria o ‘super sincero’ e passaria a viver uma vida de ‘meias verdades’ ou quem sabe de silêncio total. Falaria pouco, falar pouco é virtude, ouvi dizer.
Se eu pudesse teria o coração vagabundo. Ele se apaixonaria por todos e por nenhum e mudaria a cada esquina de paixão para paixão sem sofrer sequer um arranhão de uma para outra.
Se eu pudesse, eu não sofreria não, mas quem quer sofrer, não é meu irmão? Viveria tão pacificamente que o sofrimento teria dó de perturbar a minha vida tão tranqüila, calma e inofensiva aos demais.
Se eu pudesse jamais me irritaria por pouca coisa, ou sequer me irritaria por alguma coisa, afinal tudo dá certo de uma forma ou de outra. Se eu pudesse, eu deixava livre tudo o que tenho, sem me preocupar se voltariam para mim ou não.
Se eu pudesse eu viajaria para longe só para causar saudades em quem amo. Se eu pudesse comeria açaí e feijão no mesmo prato, dançaria tango na rua à meia noite de quarta feira e não me preocuparia com nada.
Só se eu pudesse... Mas eu não posso. Então me contento em ser quem eu sou. E para ser sincera, sou tão feliz assim que nem sei se seria feliz se eu pudesse ser diferente.